domingo, 31 de dezembro de 2017

2017


Vamos a balanços. 2017 foi um ano agridoce. Trouxe-me coisas extraordinariamente boas e outras nem por isso. Daí não conseguir dizer se foi bom ou mau. Teve de tudo. Este foi o ano em que comecei a fazer uma vida mais independente e foi também um dos anos com mais responsabilidades. 

2017 afastou-me de várias pessoas e aproximou-me de outras. Descobri quem me quer bem e quem é apenas curioso. 2017 deu-me tanto trabalho que me tirou a disponibilidade de terminar o meu Relatório. Trouxe a doença para uma pessoa muito próxima e consequentes responsabilidades diárias para a família, o que fez com que os últimos meses do ano se tenha vivido apenas para aquela pessoa e ter anulado a minha vida - daí ter deixado em stand-by o ginásio, o relatório, uma viagem planeada, o blog, a minha vida social, o descanso, a minha casa...

Mas pronto, vou-me apenas focar nas coisas boas e que me fizeram feliz.

Em 2017...
... comecei a receber um salário e a comprar coisas a sério com o meu próprio dinheiro.
... fiz uma viagem, tal como era meu objetivo para este ano, e adorei. A Grécia que conheci é maravilhosa, mas Atenas e Creta surpreenderam-me por motivos distintos.
... nessa viagem entrei numa aventura que vou guardar sempre comigo - a Samaria. Nunca terminei (nem sequer pensei em começar, diga-se) uma maratona, mas acho que a sensação de chegar ao fim deve ter sido muito semelhante à que eu senti quando cheguei àquela praia.
... tive o privilégio de estar no Parthenon que é só dos meus monumentos favoritos do mundo, com todo o seu significado e História. Foi outro momento que não vou esquecer nunca.
... fui requisitada para vários trabalhos/ajudas e, com isso, fiz também conhecimentos e amizades que pretendo levar comigo para sempre.
... abracei novos desafios e novas responsabilidades que me deixaram feliz mas que vieram numa altura em que não tenho muita energia nem vontade de levar para a frente da maneira que eu sei que iria fazer se não estivesse nesta situação.
... vi muito cinema de grande qualidade. Mesmo muito e cada vez melhor. Fui várias vezes ao cinema, vi muitos filmes em casa e descobri verdadeiras obras de arte.
... li mais do que no ano anterior - ainda assim, muito pouco - e li bons livros.

Para 2018...
... gostava de ser melhor pessoa. Mais calma, mais feliz.
... queria ter tempo para mim, para voltar ao ginásio, tratar das minhas coisas e voltar a encontrar o equilíbrio.
... quero fazer uma nova viagem - ou várias!
... gostava de comprar cada vez menos e destralhar o que não preciso.
... quero fazer voluntariado.
... quero aprender uma nova língua.
... quero ler mais e continuar ver mais cinema de qualidade.
... acima de tudo, quero que os meus tenham saúde e que nos mantenhamos juntos, felizes, uma verdadeira equipa de 5 elementos como tem sido até agora.

2017 está gasto, velho e chato. Venha o 2018.



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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Passagem de Ano

Achavam que ia deixar passar esta semana sem vos dar algumas sugestões para a tão aguardada noite da Passagem de Ano? Naahh... Também não sou assim tão desnaturada.

Nesta lista há de tudo: vestidos curtos, compridos, lantejoulas, calças de ganga, rendas, metalizados... É só escolher. Também nenhuma das peças vem com preço anexado porque como os saldos entraram alguns ontem (na Zara, por exemplo) e outros há dias atrás (na Mango) e eu já tinha começado a criar os looks, ainda não tive tempo para atualizar os preços. Nada de grave, certo?

Vamos a isso?

Vão passar o ano num sítio elegante e chique como um hotel ou uma quinta? Que tal este vestido preto rendado, lindíssimo e que pode ser utilizado centenas de vezes ao longo do ano noutras situações mais festivas? Hum? Não é por acaso que dizem que um vestido preto não compromete. E podemos falar daqueles brincos lindos?
Vestido, Sandálias e Cuecas H&M | Clutch Casa Batalha | Brincos Mango | Pulseira Parfois

Se preferirem algo igualmente elegante mas um nadinha mais discreto, que tal esta sugestão? Cada vez gosto mais de a) vestidos compridos, b) looks simples e c) a combinação de vários tons de rosa-vermelho-bordeaux. Acho que o resultado final é chique effortless, que é o melhor que podemos pedir.
Vestido e Brincos Mango | Sandálias H&M | Clutch Parfois

Se vão passar uma noite num sítio menos pomposo não significa que não precisam de aprimorar no look. Escolham peças mais básicas que depois de combinadas fiquem wooow. Ou acrescentem um ou outro apontamento que dê o toque final. Mantenham uma base neutra, versátil e, acima de tudo, sintam-se confortáveis! Este coordenado em tons nude e bordeaux é perfeito para dançar toda a noite.

Vestido H&M | Botins, Brincos e Saco Zara | Anel Parfois

Se a vossa ideia é aprimorar mais um pouquinho mas sem perder a cabeça com vestidos e peças que não podem usar noutras ocasiões, então apresento-vos o conjunto mais espetacular de todos. Este tem um vestido maravilhoso, que favorece - pelo menos na teoria - os corpos femininos e consegue ser elegante e discreto ao mesmo tempo. Os botins são básicos e transportáveis para o dia a dia com muita facilidade. Os restantes acessórios dão aquele ar chique e caro que a última noite do ano exige.
Vestido e Botins Zara | Lingerie H&M | Clutch Casa Batalha | Anel Uterque

Ah e tal, mas vocês não são nada de vestidos e de cenas xptos e só querem estar confortáveis e ligeiramente mais pintosas do que num dia normal. Tudo bem, pertenço a esse clube e cá estou eu com duas soluções: uma mais adequada para uma festa na casa de amigos/família e outra para fazer a festa na rua.
Sou suspeita, por mim ia todinha vestida com este conjunto aqui em baixo. Tem tudo o que eu gosto: conforto, pinta máxima e apontamentos divertidos. É toda a minha cara, com peças largas, pormenores giros e umas All Stars, claro! Há lá melhor maneira de combinar umas calças em lantejoulas do que com umas All Stars? Eu não encontro... Este é todo para embrulhar.
Blusa Uterque | Calças Mango | Brincos Parfois | Batom H&M | Sapatilhas Converse | Carteira Zara Kids

Por fim, mas não menos importante, se gostam mesmo é de brindar numa praça cheia de gente e a sentir o corpo a aquecer por causa do calor humano e do champanhe, então cá está a opção mais viável para esse cenário: jeans - do melhor que encontram no mercado - um casaco quente e pormenores que fazem lembrar a noite mais festiva do ano. Este também é a minha cara. Que me têm a dizer?
Jeans Aly John | Blusa e Casaco Zara | Carteira e Botins Mango | Brincos Casa Batalha


O mais importante é que se sintam bem com a vossa escolha, confortáveis e felizes e que passem o ano na melhor companhia. O resto é acessório ;)


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sábado, 23 de dezembro de 2017

merry and happy

Não podia deixar passar a oportunidade de passar por cá para desejar a todos vós um Feliz Natal. Mas mais do que isso, quero desejar que sejam felizes sempre, todo o ano, em todas as festas e nos dias mais comuns. Sempre, todo o dia, a cada momento. Sejam felizes.

Eu vou desligar por aqui. Vou dedicar-me aos meus. Vou andar a fazer bolos, a embrulhar os últimos presentes, fazer arranjos de flores, a pôr a mesa, a acender as velas e sentir o cheirinho a Natal a entranhar-se na casa.

Este ano seremos muitos à mesa. Há anos que isso não acontecia. Este ano também vai ser particularmente especial e importante, daí estarmos todos reunidos (ou quase todos). Aproveitem-se uns aos outros, desfrutem da companhia de cada um e permitam que a criança que habita em vós sobressaia nesta época, não há melhor forma de viver este momento. Quanto à criança que há em mim, vou tentar sossegá-la um bocado. É que eu às vezes canso-me a mim própria com tanto entusiasmo e histerismo - pobre de quem me atura diariamente...

Como presentes de Natal pedi um esquilo e uns patins em linha. A ver vamos se tenho sorte... Mas já ficava bem feliz com um (ou mais) livro do Saramago (ou outros livros interessantes) ou uma agenda para 2018 - que ainda não tenhoooo!!!

Bom, Feliz Natal pessoas do bem! 🎄


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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

countdown

Este fim-de-semana é mágico. Sem dúvida nenhuma. E temos sorte por termos o sábado antes da véspera de Natal para nos preparamos e descansarmos ou fazermos o que bem nos apetece antes de arrancar com as festividades. É por isso que venho cá sugerir algumas atividades que, se eu tivesse oportunidade, adoraria poder fazê-las:

1. Acordar tarde
É um luxo cada vez mais raro para estes lados. Também não digo acordar depois das 11h, que o dia fica desperdiçado e nós ficamos com uma neura daqui a Castelo Branco. Durmam até que o vosso corpo vos acorde naturalmente, até se sentirem descansadas, frescas e fofas. Depois é sair da cama que há muito para aproveitar!

2. Embrulhar os últimos presentes
Se forem como eu, há-de ser dia 24 às 18h e ainda a embrulhar presentes. Sem problemas. Mas se amanhã de manhã conseguirem despachar isso, melhor. Percam um pouquinho mais de tempo e personalizem os embrulhos com etiquetas com o nome da pessoa, desenhos ou uma mensagem bonita. Se quiserem ideias, vejam o post que fiz o ano passado sobre isso aqui.

3. Fazer os doces
Não precisam de deixar para a última. Peguem na receita e ponham mãos à obra. Façam biscoitos, bolos, tartes... O que vos apetecer. Enquanto isso, ponham músicas de Natal a tocar. Os doces vão ficar ainda melhor!

4. Beber chocolate quente
Nada melhor do que beber um chocolate quente - ou chá quentinho -, de pijama, no sofá com uma mantinha a fazer o ponto 5.

5. Fazer maratona de filmes
Harry Potter no Natal é sempre boa ideia. Sempre. Mas se quiserem, podem ver Senhor dos Anéis, filmes de animação (já viram Vaiana? Então vejam!), os clássicos da nossa infância ou aquelas comédias parvas. Vejam aqui a minha lista de filmes para verem nesta altura.

6. Tratar de nós
Que altura perfeita para cuidarmos do nosso cabelo, das nossas unhas, da nossa pele... Façam um spazinho caseiro e relaxem!

7. Desligar
Desliguem-se do facebook, do instagram, das mensagens e das chamadas, do WhatsApp, e de tudo. Apreciem o contacto físico com os vossos. É o mais importante.

8. Ofereçam o que têm de melhor
A vossa presença. Marquem um café, um lanche, uma visita rápida aos amigos do coração, só para lhes dizerem que gostam muito deles.


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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

ho ho ho

Tenho andado muito fraquinha nisto dos looks - como em tudo o resto aqui no estaminé - mas hoje venho deixar aqui duas sugestões catitas para a melhor noite do ano: o Natal. Em vez de conjuntos todos xpto, dei especial enfoque ao conforto. O Natal é altura de estarmos no nosso cantinho, quentinhos, junto dos nossos, com roupa larga para comermos o que nos apetecer - certo?! - e não pede o bling bling da passagem de ano. Esta é a minha perspetiva da história.

Mas apesar de gostar de me sentir confortável e pronta para lavar a loiça ou mexer o leite creme, também não gosto de estar de fato de treino na mesa de Natal. Afinal, é a noite mais especial do ano. É importante encontrar aqui um meio termo. Foi por isso que criei dois looks: um mais descontraído e outro um nadinha mais tchana. Vá, diria que o primeiro seria apropriado para a anfitriã - já que vai obrigatoriamente andar de um lado para o outro e precisa de liberdade de movimentos - e o segundo para um convidado, que apesar de dar sempre uma mãozinha, pode sossegar mais tempo no sofá ou a fazer tarefas menos propícias a sujar-se.

Escolham uma camisola/camisa/t-shirt que se sintam bonitas e confortáveis, bem como as calças ou saia - ou um vestido, porque não? - e depois o truque é simples: acessórios bonitos e especiais que não incomodam, como brincos - as pulseiras e anéis são sempre uma chatice para quem anda com as mãos na água.

A minha "farda de Natal" deste ano vai ser super descontraída e prática, porque o momento assim o vai exigir, mas vou aprimorar em todos os pormenores que conseguir ;)

P.S. Não vou colocar o preço das peças por se encontrarem em promoção/saldos.

 Lenço Pull&Bear | Camisola e Calças H&M | Botins Mango | Brincos Casa Batalha
Camisola Zara | Calças H&M | Sapatos Mango | Brincos Omnia


Espero que tenham gostado das sugestões!


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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

em repeat

Criaturas de deus, vamos falar sobre o dueto do meu Edinho com o Andrea Bocelli? Como assim ainda não ouviram? Como assim vocês ainda não tiveram o prazer de ouvir o babe-supremo a cantar em... 

*preparem-se... respirem fundo... não, a sério, é melhor sentarem-se*

...I-TA-LI-A-NO!

Yep. Edward Christopher Sheeran não se limita a ser perfeito do jeito que ele próprio é. Ainda nos oferece o prazer de o ouvir a cantar na língua mais romântica e bonita do mundo. É que não bastava cantar como um anjo, não lhe bastava escrever letras de derreter até o coração mais duro e escuro - tipo o meu -, é que não lhe chegava ser um rapper bastante satisfatório e já nem sequer lhe chegava ser ruivo... Também tinha que me vir com o italiano para cima. Não o aguento.

So-co-rro.

Ouçam esta pequena maravilha.
Eu já recebi uma notificação a dizer que esgotei os loops desta música por hoje.


Relativamente ao dueto com a Mrs. Carter, um big NO, NO, NO! Ela estraga tudo. Não gosto e não quero ouvir. Ela que fique lá com as músicas todas sensualonas dela e que deixe para o menino os sons mais puros, românticos e melo-coisos.

E agora deslarguem-me que eu vou voltar a carregar no play.


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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

resumo


O meu Natal começou no fim-de-semana prolongado. Mas nem por isso começou o meu descanso - o que é isso mesmo?!

Confesso que, neste momento, tudo o que eu mais desejo são duas horas sozinha no sofá a ver televisão. Só isso. Podia ser o meu presente de Natal na boa... Pronto, nem precisava de estar sozinha. Se ao menos pudesse deitar-me no sofá por duas horas em paz, já não estava mal.

A sexta de feriado começou com as rotinas duras e comuns de quem é enfermeira a part-time. Acorda-levanta-cadeira de rodas-medicação-higiene oral-meter o pequeno almoço-medicação-xixi-higiene-volta para a cama-volta a acordar-levantar-cadeira de rodas-medicação-dar o almoço-medicação... e por aí fora, já perceberam. Acontece que me levantei por volta das 8h30 e às 10h já estava esbaforida, como tem sido costume.

Às 15h tinha, finalmente, encontro marcado com as minhas mais-que-tudo. Saí a correr, fui para a minha casa, enfiei-me debaixo do duche enquanto que pensava no que ia vestir e saí sem ter tempo de secar o cabelo. Tudo tranquilo. Estive toda a tarde a pôr a conversa em dia, a contar e ouvir novidades e o tempo voou. Não me perguntem como, mas voou. Enfiámo-nos no shopping para deixar uma amiga e ir buscar outra - estava o caos. Saímos de lá a passar das 20h30. Já tínhamos mesa reservada no restaurante para as 21h. Comi que nem uma princesa - ou um ogre, vá - e bebi ainda melhor. Conversei mais. Muito mais. Pusemos a conversa em dia, rimos até chorar, contamos coisas tristes, recordamos alguns momentos e prometemos que havíamos de fazer isto com mais frequência e que íamos deixar de ser parvas.

Saímos do restaurante já perto da meia-noite, juntamente com o pessoal e deixamos a porta fechada atrás de nós - nós conhecemos as pessoas, calma... Demos um passeio curto pelo Centro Histórico. Eu meti o braço no braço da minha Rita e fomos a falar mais um bocadinho debaixo das luzes de Natal da cidade - que saudades daquele colinho que só ela dá, daquela atenção a tudo o que estamos a dizer, o olhar nos olhos e ouvir com verdadeiro interesse. Essa é uma das melhores características da Rita. Quando está, está por inteiro. Foi tudo perfeito. Tudo. Esqueci-me do cansaço, esqueci-me de alguns problemas e voltei a lembrar-me do que é ter uma vida (social). Algo para além das responsabilidades com a medicação, com a higiene de outra pessoa ou com decisões que são precisas tomar no momento. Soube bem fazer coisas para mim, por prazer.

No dia seguinte acordei às 7h30. Às 8h30 estava à porta da minha empresa para mais um workshop que iniciava às 10h. Organizamos o que faltava organizar e esperamos pela chegada dos participantes. Saímos de lá quase às 13h. Regressei a casa porque queria começar a limpar e a arrumar e a montar a árvore de Natal, mas ninguém estava muito para aí virado. Em vez disso, depois de comer qualquer coisa, fomos ver uma árvore nova, que a nossa já estava velhinha e estragada (já tinha mais de 20 anos!). Depois de a comprarmos fizemos uma nova visita à doente e seguimos para casa. Entre "já é muito tarde para começarmos a arrumar" e "o que é que vamos fazer?" acabei por me encostar no sofá, vestida, exatamente como estava, e adormeci em 3 segundos durante meia hora. Saí para jantar - que bem que me soube - e depois ainda fui em busca do meu presente de natal (de mim para mim). Não encontrei o que queria e voltei de mãos a abanar.

No domingo deixei-me dormir. Isto de acordar mais cedo ao fim-de-semana do que à semana mata-me. Às 11h levantei-me e iniciamos a decoração da minha árvore de Natal novinha em folha. É perfeita! No final começamos a limpar e a arrumar tudo e só acabamos depois das 20h. Tirei toda a roupa do meu roupeiro, arrumei vestidos de verão que ainda habitavam por lá, tirei casacos que já não vou usar e que só me ocupam espaço, selecionei quatro carteiras que ando com mais frequência todos os dias e arrumei as restantes - mais espaço! uff! Escolhi algumas blusas que já estavam fracas para usar na rua ou que já não fazem muito o meu estilo e fiz conjuntos de pijamas bonitos para o inverno - andava com falta de pijamas bonitos. Enfim, foi uma arrumação geral como eu há muito queria ter tempo para fazer. Até os batons organizei gente! Muito mais prático agora. No final do domingo parecia que tinha levado uma coça - e não levei? - e já só pedia um banhinho quentinho, cereais, caminha e um bom filme. Foi o que fiz. Escolhi o Castelos de Vidro. Já alguém viu? Ouviu falar? Eu adorei... E entretanto também vi outro que fiquei extasiada. Hei-de falar de ambos.

Bom, a semana está a ser atribulada, como sempre. Há sempre um compromisso inesperado, uma tarefa, algo para ir buscar/entregar/comprar a algum lado... Há sempre muita coisa e tão pouco tempo...

Bom, já me alarguei. Ando com muita vontade de escrever e pouco tempo e pouco assunto. Vocês já sabem, nem me dou ao trabalho de prometer o que quer que seja ;) Não desistam de mim!


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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

wishlist

Claro que quando faço estas listas não é suporto comprar nem metade (talvez uma ou duas peças, assim na loucura), mas que gosto disto, gosto. Gosto de imaginar que se pudesse comprar tudo, o que queria comprar? Faço esse exercício desde miúda, com os catálogos dos brinquedos do Continente ou do Toys R Us. Gosto de fazer uma listinha só porque sim e depois esqueço que ela existe. É só mesmo pelo momento de descontração e de imaginação.

Hoje, a minha wishlist é esta: roupa e acessórios super básicos (à exceção daquelas calças maravilhosas a pedir uma situação mais especial) e quentinhos, com materiais bons e bonitos. Tons de inverno e peças estruturadas, como sempre...


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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

play

It
(7,9 IMDb)
Fui desafiada por uma amiga a ir ao cinema. Ela queria ver o It mas não tinha companhia corajosa. Disse-lhe logo que sim. Não sou fã de filmes de terror, apesar de ter havido uma fase (aí com os meus 13-15 anos) que era praticamente o único tipo de cinema que consumia, e muitas vezes, com essa mesma amiga. Lembro-me de tentarmos comprar os bilhetes para um dos filmes do Saw e de não nos deixarem por não termos idade. Contornamos o sistema e compramos para o High School Musical. Depois mudamos de sala quando ninguém estava a ver. Claro que passei o filme com mais medo de ser apanhada do que do próprio filme em si. Era uma rebelde coninhas.

Bom, mas dizia que hoje em dia é raro ver um filme de terror. Não acho que sejam bons, não conheço nenhum filme de terror que seja extraordinário e nem sequer conheço nenhum que tenha uma história realmente interessante e credível por trás. (Eu não conheço, mas se tiverem sugestões, sou toda ouvidos!). O pior é mesmo a previsibilidade. Irrita-me, pronto. Já não me assustam porque eu já sei que quando o plano foca na personagem e elimina ângulos é porque é dali mesmo que vem o susto. Básico. É previsível.

Quanto ao It, se aconselho? Não desaconselho, vá. Dos que tenho visto, não é de longe o pior, mas também não esperem uma epifania. Não é um marco nesta área nem algo novo. Nop. Nada novo. A previsibilidade continua muito presente (não me assustei uma única vez), não senti o meu coração a acelerar, não me senti desconfortável, não desviei o olhar (à exceção de quando mataram um porco)... Nada.

Mas então e o filme não tem nada de bom? Tem. Principalmente, tem bons atores - aqueles miúdos vão dar que falar - tem uma boa sequência e dinamismo, tem ritmo e o cenário escolhido (apesar de típico) é muito bom. Para mim o que o filme tem de melhor são os diálogos que os miúdos têm entre eles. Montes de piadas engraçadas e inteligentes, aguçadas e atuais. O guião no geral está mesmo muito bom. Também aborda vários temas que estão na ordem do dia como o bullying (houve cenas aqui que me incomodaram muito mais do que o palhaço em si), violência doméstica, abusos sexuais, a xenofobia e descriminação, o poder dos boatos, a super-proteção dos pais, o medo de sermos nós próprios e o medo de enfrentar os nossos medos... O caminho na descoberta do "eu", a aceitação do "eu", o valor da união e da amizade e a coragem de enfrentar o que nos aterroriza são alguns dos assuntos abordados. Enfim, gostei mais das mensagens do filme do que propriamente do filme em si. Quem procura um filme de terror, daqueles de arrepiar os pelitos, de nos fazer tapar os olhos e de sentirmos o coração prestes a explodir, lamento, mas não vai encontrar aqui. Em It a dicotomia terror-comédia está tão bem feita, tão bem encadeada que há uma descompressão total depois de um momento mais assustador, o que leva a que o espectador se sinta mais confortável. Quem preferir ser assustado, não vai gostar muito.

O filme do palhaço continua a ter partes nojentas (muito sangue, muitos dentes prontos a comer crianças, braços arrancados à dentada...) e partes assustadoras (casas assombradas, esgotos, quadros horríficos...), mas é isso. É mais um bom exercício de realização (que o é, indubitavelmente) e de casting. Mas não me fez ter medo no regresso a casa (nem mesmo por ser meia-noite), que é isso que se "pede" quando se vê um filme de terror no cinema, não é?

Mas vejam filhos, vejam. Mais vale o It que um filme ronhonhó qualquer.


Dunkirk 
(8,4 IMDb)
À partida o Christopher Nolan não desilude, muito menos a mim, que sou fã dele e de filmes de guerra. Então quando falamos de histórias reais, contem comigo. A história de Dunkirk é muito rápida de se contar: os alemães, apoderando-se de França, expulsam os franceses e os ingleses para fora do país. As forças britânicas aglomeram-se na costa de Dunkirk, muito próxima da costa de Dove (Inglaterra), à espera de serem resgatados e levados para casa. Aquela batalha estava perdida. Mas o resgate não é tão simples quanto isso, já que as forças opositoras continuam a bombardear e a dificultar o trabalho dos barcos de resgate, com submarinos e com caças, e também disparam sobre os pobres soldados que ainda estão em terra. Juntando a isso, há a questão de que os grandes barcos de resgate não conseguem chegar-se à costa (simplesmente porque ficam encalhados) e não existem lanchas suficientes para transportar os 300.000 soldados que ali se encontrava à espera da sua sorte. Foi então por isso que se criou um movimento muito bonito e solidário - todos os britânicos que tivessem um barco de recreio deslocaram-se voluntariamente até à costa de Dunkirk, arriscando a própria vida, para resgatar o máximo de soldados que conseguissem. E foi assim que 300.000 soldados regressaram a casa.

O filme conta três perspetivas desta história: por ar, com um piloto que "salva" as embarcações dos ataques aéreos dos inimigos; em terra, com os soldados a tentar sobreviver a todo o custo; e no mar, com a história de um civil com o seu filho e outro jovem que se fazem ao mar com a nobre missão de ajudar todos os soldados que conseguissem. E todas elas estão cruzadas de alguma forma. E são autenticas histórias de heróis. Podia estar uma hora a falar sobre a parte mais técnica deste filme - é fenomenal - mas vou tentar resumir. Todo o ambiente fala, todos os planos, todas as cores, todos os sons (e que efeitos sonoros, senhores!), tudo comunica tão bem, tão clara e naturalmente, que não há necessidade de um guião super extenso e grandes discursos. A respiração das personagens, o som dos tiros, o barulho dos motores, a água do mar... Todos os elementos foram tão bem encenados, tão criteriosamente colocados no momento certo que quase que ganham destaque de atores secundários, daqueles bons, que dão toda uma nova camada à história.

É obrigatório. Tenho dito.


Animais Noturnos
(7,5 IMDb)

Dos filmes que mais gostei de ver ultimamente. Que raio de filme que nos deixa a pensar, e a pensar, e a pensar... Bolas... O que eu gosto destas histórias que nos deixam entrar e impedem-nos de sair levianamente. Fazemos parte daquele enredo, queremos saber quem são, o que estão ali a fazer, como se relacionam, como acaba. Queremos mais e mais e mais.

Mas vamos por partes. Animais Noturnos despertou a minha atenção por três motivos: 1) foi nomeado para os Oscars deste ano; 2) foi realizado pelo Tom Ford; 3) Tem o Jake Gyllenhaal. E tinha tudo para dar certo. Mas depois juntaram a Amy Adams e ainda foram buscar uma história dentro de uma história que, por sua vez, tinha uma história dentro. Confuso? Eu sei...

Resumindo o filme, uma mulher linda, supostamente rica e poderosa (mas a verdade é que estava falida), proprietária de uma galeria de arte, recebe em casa um manuscrito de um livro escrito pelo seu ex-marido. E começa aí o enredo. À medida que ela vai lendo a história, nós vamos saltando entre o mundo real, a história do livro e as memórias que ela vai trazendo à baila do tempo em que viveu com o ex-marido. Por isso é que eu digo que existem três histórias distintas e o fim é maravilhoso.

A cenografia é incrível! A fotografia, a luz, a banda sonora, o guarda-roupa, os diálogos, tudo. Mas o que brilha mesmo aqui é - como sempre - o Jake Gyllenhaal. Ele interpreta duas personagens: ele no mundo real (ex-marido da personagem da Amy Adams, o que lhe envia o manuscrito) e interpreta a personagem da história do seu livro. Todo o filme é muito bem encadeado, cheio de momentos tensos, de dúvida, de ansiedade... Aqui é explorada a masculinidade e a força, a persistência e a força do ódio e dos remorsos. Explora-se também a solidão, a tristeza - aquela profunda, que acompanha as pessoas durante tanto tempo que elas já aprendem a viver daquele modo, tristes - e a vaidade.

É para verem quando estiverem virados para filmes mais densos. Eu aconselho.


Thor: Ragnarok
(8,2 IMDb)
Permiti-me, um dia à noite, durante a semana, ir ao cinema ver Thor. Vocês sabem que sou mega fã de tudo o que é Marvel (e DC também, mas menos um bocado). Bom, sou fã de filmes de super-heróis no geral. A sala de cinema estava por minha conta e pude rir-me às gargalhadas sem incomodar ninguém... E se me ri...

O melhor que posso dizer sobre este filme é que ele é genuinamente engraçado. Os atores são muito divertidos e continuamos com a tendência do anti-herói (que já havia começado em filmes como Deadpool). Já não nos é mostrado um Deus-Super-Poderoso-Super-Gostoso-Super-Forte-E-Seguro-De-Si-Mesmo. Desta vez é o Thor, um homem normal que até tem poderes, mas continua a ser um homem, com tudo de bom (e ele tem TANTA COISA BOA!!!) e tudo de mau. Neste filme vemos que as coisas nem sempre correm bem para o super-herói: o martelo não lhe chega às mãos sempre no timing certo, as coisas fazem ricochete e acertam-lhe em cheio, ele cai, diz disparates,... Como uma pessoa normal. E é isso que nos faz rir tanto - porque nos identificamos.

Estou cada vez mais fã deste Thor (que sobe a passos apressados no meu top de Heróis Marvel, encabeçada há anos por Tony Stark, o Homem de Ferro) e do bro Loki. Gosto muito do malvado e traiçoeiro Loki, que não passa de um incompreendido à procura do seu lugar no mundo e da aceitação do irmão todo gostosão. Vamo-nos por no lugar do Loki... Não deve de ser fácil ser irmão do Deus do Trovão, de olho azul e cabelo louraço-estilo-anúncio-Pantene, com aquele cortiço esculpido por mãos de anjos de vestes de linho puro enquanto entoam cânticos divinos (de certeza que foi assim que ele foi feito!), pois não? Principalmente se nós formos uns lingrinhas, cor de lula a falecer, olheiras até ao umbigo, entradas e de cabelo tendencialmente oleoso-apesar-de-o-lavarmos-dia-sim-dia-sim. É duro aceitarmos esse destino meus filhos. É difícil sermos o patinho feio. Por isso, vamos apoiar o Loki que ele é quem mais precisa de nós nesta história toda...

Voltemos ao filme. O Chris continua maravilhoso no papel de Thor (cada vez melhor), bem como o Tom. Adorei o papel do Hulk/Bruce Banner neste filme e, em particular, do Mark Ruffalo. Mais uma vez, um herói visto de outra perspetiva, de um ponto de vista humano, falível, com inseguranças. Muito bom! E depois temos a Cate que esteve muito bem (ela consegue não estar bem?) mas ou é de mim ou a sua personagem podia ter o dobro da força? Ela podia ser mais maléfica, mais sedenta de vingança!

A história de Ragnarok foca-se mais nessa questão do herói-humano, cheio de defeitos, a perder a esperança e as forças e a questão que se coloca no filme é: o Thor é naturalmente um herói ou é um herói porque tem o seu martelo mágico? O que é do Thor sem o seu melhor amigo? Foi isso que ele foi descobrindo e que deu a descobrir a outras personagens.

A história está consistente, as piadas estão incríveis, as personagens estão cada vez melhores (ainda me rio da cena na arena entre o Thor e o Hulk... Tão bom!) e os efeitos especiais são de topo. Um aplauso para Thor: Ragnarok e que venha de lá o Avengers em 2018!


Agora quero ver Liga da Justiça no cinema e ainda esta semana vejo Blade Runner 2049.
E vocês, o que têm visto? Há algum filme que me aconselham muito, muito a ver? Há algum filme sobre o qual vocês gostavam que eu escrevesse aqui no blog? Contem-me.


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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

brave

Já devem de ter percebido que a vida por estes lados não está fácil.

Não deixei de vir ao blog por preguiça ou por desinteresse. Quem me dera que assim fosse. Nestes últimos tempos a vida deu uma volta muito grande.

Tive que redefinir prioridades, tomar decisões e vocacionar a minha atenção para quem precisa mais de mim neste momento. Há mais de um mês que a minha vida se resume a muito pouco: trabalho e cuidar da família. Sou enfermeira e palhaça, sou a chata que obriga a tomar os medicamentos e que nunca se cala com as piadas.

Em minha casa sou mediadora e empregada de limpeza. Passo a ferro, limpo o pó e aspiro sempre que tenho um tempinho livre ou que não esteja a cair para o lado de cansaço. Ainda não consegui arrumar o roupeiro e tirar toda a roupa de verão nem trazer toda a roupa de inverno. Tenho saudades de ter tempo para me sentar no sofá. Tenho saudades de um fim-de-semana. Tenho saudades de ir para o ginásio e das minhas aulas de pilates que tanta falta me fazem...

A minha sorte é que não estou sozinha. Em casa somos família e uma equipa de quatro. Cinco, se contarmos com a Princesa. Todos juntos conseguimos fazer tudo sem que ninguém se sinta sobrecarregado. Ninguém arranja desculpas nem ninguém sobrepõe o bem-estar pessoal ao bem estar do conjunto. Somos mesmo uma equipa, cada um com responsabilidades individuais, mas que combinam na perfeição e tornam o trabalho bem mais fácil e leve. No final do dia, o apoio e a presença dos nossos faz toda a diferença.

Os fins-de-semana são curtíssimos e o pouco tempo livre que vou tendo (uma tarde, por vezes, nem isso) acabo por adormecer num canto ou começo a arrumar isto ou aquilo. O relatório está na mesma. Não consegui entregá-lo a horas. Outros valores se levantaram e a família sempre esteve em primeiro lugar. O trabalho vai bem, felizmente. Continuo a sentir-me realizada e feliz a fazer o que faço, e as 8 horas diárias quase nunca me chegam. Mas confesso que o meu rendimento nestes últimos dias tem sido comprometido pelas poucas horas de sono e o cansaço intenso.

Os últimos tempos têm sido de correria, de preocupação constante e completamente focados noutra pessoa. Aprendi a fazer um monte de coisas que nunca imaginei que conseguiria fazer e também percebi que não tenho impressão ou "nojo" da grande maioria das coisas. No momento de fazer, o meu instinto é fazer e não pensar em mais nada. O meu pensamento é sempre o mesmo: o que é que eu gostaria que me fizessem se eu estivesse do outro lado? o que é que eu não queria ouvir? como é que eu gostava que me tratassem ou que falassem comigo?

Neste processo, e mesmo sem grande tempo para pensar muito no assunto, reaprendi o valor de muitas coisas. Reafirmei aquilo que eu acredito e digo sempre: o pensamento positivo é meio caminho andado e não vamos fazer problemas onde eles não existem. Voltei a trazer ao de cima o meu sentido mais prático e lógico, que me permite organizar melhor o meu tempo, arrumar, preparar o saco, perceber o que vou precisar, encaixar tarefas nos buraquinhos em que tenho disponibilidade...  Muitas vezes isto acontece mentalmente. Vou no caminho para casa a pensar no que tenho que colocar no saco quando chegar a casa, por exemplo. Aproveito também o banho para elaborar listas mentais do que tenho que fazer... E apercebi-me - mais uma vez - que a minha família em casa é a melhor do mundo. E olhem que é mesmo.

Juro que vou tentar vir cá mais vezes. Sinto falta disto. Mas sem promessas...


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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

a dar tudo...

...nestes dias duros e sem descanso. A restabelecer prioridades, a tomar decisões e a fazer tudo o que está ao meu alcance. Sem pensar em mais nada a não ser no presente. E no sono. E nas dores no corpo.



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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

tu não és tu quando não descansas

Esta podia muito bem ser eu, todos os dias (se tivesse tempo para me deitar/sentar).

Não tenho vindo cá. Tenho dois ou três posts começados e não acabados há dias. Tenho descansado pouco. Tenho trabalhado como uma moura. Mas nunca o suficiente para ver o trabalho concluído.

Não está fácil conciliar tudo, e cheguei àquele ponto que já nem sei se vou conseguir. Veremos. Não ando nos meus dias e estou mesmo com necessidade de me libertar deste peso que trago comigo há um ano. Não há disposição nem vontade. Só cansaço... Muito cansaço...

Tenham paciência por mim que eu já perdi a minha. 


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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

cantinhos

Vocês sabem que eu adoro decoração de interiores. É que gosto mesmo! Gosto de escolher cores, tecidos, materiais, fazer pesquisas em lojas online e passar horas a gastar piso nas lojas reais. Gosto de desenhar, de tirar medidas, de experimentar e de imaginar como é que vai ficar. Gosto de fazer pesquisas e guardar porque algum dia... nunca se sabe ;)

Não, não há novidades por aqui - porque é que haveria de haver? - mas quando vem o outono gosto não só de ver o que chega às lojas de roupa. Também gosto de espreitar o que chega às lojas de decoração. Os meus tons favoritos são o cinza, o branco, a madeira o azul-quase-cinzento e o verde seco, de oliveira. Adoro linhos (e a cor do linho), a caxemira e a lã. Os lacados são os meus materiais favoritos, mas adoro em igual proporção a madeira quase ao natural.

Gosto de casas quentinhas mas simples. Casas sem "tralhas", com luz e espaço para as movimentações do dia a dia. Para mim, o pior de uma casa é que seja uma casa-museu. Sabem como é? Conhecem alguma? São aquelas que parece que não vive lá ninguém, que nunca nada sai do sítio, nunca há pó nem uma almofada desalinhada... Nah! Gosto de casas com vida, casas com os quadros ainda no chão porque ainda não houve tempo nem disponibilidade para fazer dois furos na parede. Casas onde reina a paz e o sossego e que é quentinha e aconchegada. Casas com ramos de oliveiras porque não houve tempo para comprar outra coisa nem paciência para fazer arranjos com flores caras e sérias. Casas com divisões q.b. Não podem ser demasiado pequenas, mas também não podem ser grandes salões. Gosto de casas com a luz certa, tanto a artificial como a natural. E com pormenores personalizados, que fazem dela única. Se eu tivesse uma casa minha, ia ser mais ou menos assim. E estas são as minhas peças favoritas que andam nas lojas:



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terça-feira, 26 de setembro de 2017

cerimónias no outono

E festanças das boas, há por esses lados?
Por aqui estamos na mesma. Mas eu decidi que esta é uma boa altura para fazer um post de cerimónias pelo simples facto de ser difícil como tudo escolher o que se vai vestir. Se já é no dia a dia, o que será numa cerimónia, onde preparamos tudo com alguma antecedência. Não sabemos se vai estar frio polar ou calor de 30 graus, não sabemos se vai chover ou se vamos suar em bica. Levamos casaco? Levamos sapato aberto ou fechado? Há toda uma panóplia de dúvidas que nos consome os nervos e que eu vou tentar ajudar a solucionar.

Na minha seleção estão dois vestidos compridos e de manga comprida, dois jumpsuits e dois vestidos um curto e outro midi. Metade dos looks têm casaco, outra metade não. Mas vamos a isso:

Look 1
Um dos vestidos mais giros que vi para uma cerimónia. Juro. Adoro o modelo, adoro a cor e adoro a textura... Tudo nele está correto. Mas pode facilmente descambar para o clássico, se não lhe dermos uma volta (uma volta das minhas). Escolhi conjugá-lo com uns botins e com um blazer marcante e com cor - tudo peças que podem muito facilmente ser transportadas para o dia a dia sem problema nenhum. Os acessórios são simples e elegantes. E aqui resolvemos a questão do frio (com o casaco) e dos sapatos fechados, se houver chuva. Adoro e imagino-me nele a 100%.
Vestido 89€ Uterque | Blazer 39,95€ Zara | Botins 29,99€ e Fio 15,99€ Mango | Clutch 27,99€ Parfois


Look 2
O segundo look é um vestido curto e de manga comprida - que também é uma boa alternativa ao casaco. Decidi conjugar o azul com o preto porque adoro. Os sapatos são elegantes e versáteis e o vestido-macacão é bonito e fácil de conjugar com outros estilos/cores. Os acessórios são os elementos agregadores. Adooooro a clutch.
Vestido 39,95€ e Sapatos 29,95€ Zara | Brincos 9,99€ Mango | Clutch 22,99€ Parfois | Batom 9,99€ H&M


Look 3
Desta vez, um macacão que parece aborrecido, mas não é. As costas são bem giras porque apertam com um grande laço branco, como podem ver aqui. Com esta peça podem fazer o que quiserem, conjugarem os estilos que quiserem, mas eu optei por um mais romântico, sem ser literalmente clássico (daí a escolha do quimono que amo de paixão). É um look que fica sempre bem, é elegante, versátil (podem usar todas as peças no dia a dia), confortável (porque estão quentinhas e os sapatos são confortáveis e fechados) e tem todos os pormenores giros para estarem cheias de pinta.
Macacão 59,99€ H&M | Quimono 49,95€ e Brincos 9,95€ Zara | Sapatos 29,99€ Mango | Clutch 45€ Casa Batalha


Look 4
O outro macacão, como prometido, é cheio de cor. Eu acho que em casamentos devemos sempre evitar os tons muito escuros. No entanto, não utilizo isso como uma regra e tudo depende da nossa personalidade, do nosso estilo e da conjugação em si. Bom, mas neste caso quis mostrar-vos que podem coordenar cores fortes com estampados e ficam giraças na mesma. O casaco é em seda e é das coisas mais lindas que vão encontrar na Zara. O resto dos acessórios estão só a sustentar o look. Tudo básico, tudo neutro, tudo elegante. 
P.S. A cultch é azul, da cor do casaco, e não preta! Vocês sabem que amarelo-e-preto faz-me tremer a vista.
Macacão 69,99€ e Brincos 9,99€ Mango | Casaco 79,95€ e Clutch 17,95€ Zara | Sapatos 89€ Uterque 


Look 5
Se é para usar vestidos compridos, que seja em bom. Já não tenho paciência para aqueles vestidos estilo-Micaela-Oliveira cheios de rendas, folhos, transparências, pérolas e brilhos, tudo num só. Ainda por cima em azul-turquesa-manhoso ou num coral a roçar o ano de 2011. É que para além de ser parolo (para mim é), vão existir mais umas 14 damas vestidas da mesma maneira, acreditem. Por isso, eu proponho estes dois vestidos (este e o próximo). 
Neste gosto da simplicidade e da irreverência. Usava TUDO sem hesitar. E adoro o contraste do vestido com corte clássico combinado com uns botins de astronauta e um batom bem forte. Sou a única?
Por mim, é para embrulhar e mandar entregar na minha casa.
Vestido 150€ Uterque | Botins 39,99€ Mango | Brincos 25€ Casa Batalha | Clutch 17,99€ Parfois | Batom 9,99€ H&M


Look 6
Por fim, um novo vestido com o mesmo estilo (talvez um pouco mais boho). Outro que era só embrulhar e mandar entregar. Adoro as combinações de tons terra ou tons de especiarias e combiná-las com dourados. Além disso, estou a adorar ver vestidos compridos com botins altos, de salto de agulha e bicudos. Querem um coordenado mais simples, elegante e cheio de pinta do que este?
Vestido 79,99€ e Brincos 7,99€ Mango | Botins 34,99€ H&M | Clutch 22,99€ Parfois

E então? Qual é o vosso favorito?


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domingo, 24 de setembro de 2017

na minha pele

Nos próximos tempos vou tentar criar os looks tendo em conta as tendências que já discutimos aqui neste post

Hoje começo pela tendência dos fatos. Quando a vi torci o nariz. Vocês sabem que eu sou um bocado avessa a estilos demasiado formais ou clássicos. Por isso comecei a pensar como é que eu, eventualmente, os usaria. Cheguei a esta fórmula. Zero pretos, toques descontraídos e cheio de pinta, sabem? Aquele ar super cool e super descontraído de quem se sente muito bem na sua pele e não tem nada a provar a ninguém.

Blazer 49,95€, Calças 29,95€ e Saco 25,95€ Zara | T-shirt 7,99€ H&M | Brincos 12,99€ Mango | Sapatilhas 65€ Converse All Star


Se usasse fato, era assim. E vocês?

Boa segunda-feira a todas!


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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

alerta vermelho

A minha panca por botins vermelhos apareceu do nada, sem que me apercebesse. Houve um dia em que eu tinha uma festa e já só me imaginava de botins vermelhos, a combinar com um vestido que tenho aqui por casa. Era apaixonada por uns da Uterque do ano passado que podem ver neste post. Mas eram caríssimos e de veludo. Não eram um investimento inteligente. Mas fiquei a pensar neles. Depois vi uns da Zara, em verniz, lindos de morrer, com uma argola gigante atrás a encerrar o fecho. Mas não eram os da Uterque...

O tempo foi passando e a paixão foi acalmando - até porque com o bom tempo nem apetece pensar em botins.

Este ano eles vieram em força, tal como eu já tinha falado neste post da estação anterior. Mas desta vez vêm às dúzias, todos vermelhos, diferindo no material. TODAS as lojas têm o seu modelito vermelho à disposição do freguês.

E vocês perguntam-me "Eh pá e eu uso isso com quê?!"
Pode ser assim:

mais casual, de jeans e prontas para ir trabalhar.

ou em looks mais arriscados e originais.

Ou ainda em conjuntos para arrasar.

Agora é só escolherem o vosso modelo favorito de todos:

Da esquerda para a direita, de cima para baixo
Mango 49,99€ | Bershka 25,99€ | Pull&Bear 39,99€ | Zara 49,95€
Bershka 35,99€ | Bershka 29,99€ | Zara 29,95€ | Stradivarius 25,95€
Pull&Bear 35,99€ | Mango 39,99€ | Uterque 89€ | Zara 59,95€

Qual é a vossa opinião em relação a esta tendência?


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terça-feira, 19 de setembro de 2017

wishlist

Ando muito focada nas novas coleções. Não sou apaixonada pelas tendências, como já vos disse, mas sou por básicos. E não é por acaso que a minha wishlist é feita de peças intemporais, neutras e perfeitamente combináveis entre si. Mesmo que algumas sejam étnicas, outras clássicas e que também tenha peças do Star Wars. No meu roupeiro, tudo convive alegremente, tal como na minha personalidade ;)


Vocês gostam mais de peças-tendência ou peças-intemporais?
Que me têm a dizer da nova coleção?


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domingo, 17 de setembro de 2017

frescura

Olá olá gente gira!
Quem é que já andava com saudades de um look de inspiração para a semana? Eu confesso que já tinha saudades de o fazer.

Para o post de hoje temos uma combinação para miúdas com pinta. Parece básico, mas não é. Está cheio de pormenores giros, é leve - ainda não estamos na fase dos pretos, calma - e é aconchegante ao mesmo tempo - sapato fechado e camisa de manga comprida. Está na hora de nos voltarmos a enquadrar no mood de trabalho, mas vamos com calma, ainda com peças vaporosas e larguitas. Não se queiram meter já nuns stilettos e numas skinny jeans que o corpo ainda rejeita!
Chegou também a altura de começar a pôr um pouquinho de maquilhagem. Eu falo por mim, andei os meses de verão só com creme hidratante no rosto. Mas já sinto saudades de um rímel ou de um batom mais forte.

Vamos atacar esta semana cheias de pinta?

Blusa 29,99€ e Jeans 39,99€ Mango | Carteira 19,95€ Zara | Sapatos 89€ Uterque | Brincos 5,99€ Parfois | Máscara 9,99€ H&M

Será que já estou a ouvir um "Hell YEEAAHH!!!"?


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terça-feira, 12 de setembro de 2017

news


As tendências deste ano não são propriamente a minha cara. Assim à primeira vista não fiquei encantada com praticamente nada - à exceção dos anoraques metalizados, que já ando a namorar há uns dois invernos. É tudo MUITO, é tudo BANG, um festim em frente dos nossos olhos que ao fim de um tempo já só nos pedem básicos e tons neutros.

Se olharmos para as lojas é um sem fim de cores fortes, eletrizantes, padrões vários, texturas... tanta textura... tanto padrão... e tudo misturado entre si. Vai demorar algum tempo a assimilar tudo, confesso. Para já ainda não tive aquele impulso de comprar nada. Nada. Andei pelas lojas e nem sequer tive vontade de experimentar fosse o que fosse. Bom, estava a dizer que preciso de tempo para mastigar as tendências e tentar encaixá-las no meu estilo pessoal. Todas nós deveríamos fazer isso: ponderar. Não comprem por impulso, porque está na moda e porque toda a gente usa. Comprem se tiver mesmo que ver convosco, com a vossa personalidade, e estilo de vida.

Dito isto, vou tentar fazer um resumo meeeesmo muito resumidinho do que por aí vem. É que as tendências são tantas e tão dispersas que é preciso tempo para falar de tudo.

VERMELHO

Há muito que o vermelho andava a ameaçar voltar em força e eis que chegou. E chegou em todo o lado. Podem comprar casacos - viva os sobretudos vermelhos! -, vestidos, camisolas, camisolões, acessórios, carteiras... E botins! Os botins vermelhos são a "praga" da estação. E o vermelho vem também conjugado com o rosa. Ou se adora esta junção, ou se odeia. Não há meio termo. Eu sempre adorei!
Peças a apostar: Botins e Sobretudos


PELO

Os detalhes em pelo estão em TODO o lado. E quando eu digo em todo o lado, é mesmo em TODO O LADO: no calçado, nas carteiras, nas mangas de camisolas, casacos, nos acessórios... É quase impossível fugir deste material. Mas nada está mais in do que os casacões de pelo, daqueles enormes, fofos, que nos engolem, principalmente numa cor forte como um rosa ou um amarelo.
Peças a apostar: Casaco


XADREZ

O padrão Príncipe de Gales é um dos protagonistas da estação. Podem vê-lo em vestidos, calças e blazers, saias mas também em sobretudos. Se quiserem, podem usar um fato completo neste padrão. Super tendência.
Peças a apostar: Casaco tipo blazer


FATOS

É verdade. Os fatos completos blazer + calças são uma super tendência. O mood de escritório está em alta, por isso, estejam à vontade para apostarem naquelas combinações mais clássicas, sempre com um twist, claro! Já não se usa apenas o fato básico preto, bege ou castanho (cre-do!). Agora o vermelho, o verde escuro e vários tons de azul estão aí para ficar. Fiquem também atentas aos fatos com padrão e aos fatos com texturas várias e em vários materiais.


FLORES DE INVERNO

Os padrões florais há muito que deixaram de existir apenas na primavera e verão. Hoje já os podemos encontrar em várias peças de coleções de outono/inverno como vestidos, blusas e até em casacos.
Peças a apostar: Vestidos


VINTAGE MOOD

Os padrões vintage (estilo papel de parede) estão aí para ficar. Já lhes acenamos em coleções anteriores e desta vez continuam a dar um arzinho de sua graça. Estão principalmente em vestidos.
Peças a apostar: Vestidos


GRUNGE

Outra tendência que já nos acompanha há uns tempos. O grunge, principalmente dos anos 80, é uma grande tendência. As peles, o preto, as gangas e tecidos desfiados, as transparências e sobreposições são uma aposta ganha.
Peças a apostar: Botas militares e Perfectos


BRILHOS

Uma fortíssima onda de metalizados, brilhos, lantejoulas e glitters veio inundar as lojas. Os anoraques metalizados estão por todo o lado - uma paixão antiga minha - e as saias, vestidos, carteiras e várias peças com pormenores brilhantes são boas aquisições.
Peças a apostar: Anoraques metalizados


Eu vou continuar a observar. Gosto de pormenores do estilo grunge, basicamente quando não é quase temático, gosto de lantejoulas, metalizados e glitter, gosto muito do vermelho (apesar de muito raramente apostar em peças dessa cor). O resto, vamos com calma.

Lembrem-se que lá por ser tendência, não significa que tenham que gostar e comprar. Mas já agora, digam-me lá com que estilo/tendência se identificam mais? O que acham desta nova onda?


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